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Máquina deixa o alho sem cheiro

Máquina deixa o alho sem cheiro

Máquina deixa o alho sem cheiro

Na primeira semana de outubro, o consumidor paulistano poderá encontrar no mercado um produto inusitado: o alho sem cheiro. Ele deverá custar 50% mais que o comum, mas logo terá um preço mais acessível, afirma o cardiologista Edisom de Cezar Philippi, 59.
É dele a descoberta do alho sem cheiro, resultado de 12 anos de pesquisa. Natural de Curitibanos (SC), cidade a 299 km de Florianópolis ? consideradas uma das maiores produtoras do condimento no país ?, ele conta que iniciou os experimentos como hobby, mas hoje já sonha em se tornar milionário com o invento.

Há 60 dias, após diversos testes em laboratórios, o médico ? que se diz adepto da medicina ortomolecular ? desenvolveu uma máquina capaz de tirar o odor do alho. Nas mãos basta o contato com água corrente para se livrar do cheiro. O gosto é o mesmo.
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade Regional de Blumenau comprovou que o alho não deixa mau hálito. Nos testes não foram detectadas alterações na estrutura do alho.

Para resguardar a invenção Philippi solicitou a patente para apenas 50% do processo.
Ele já fechou parceria com uma cooperativa de sua cidade natal, a Cooperalho, para comercializar o produto. Para a primeira encomenda, serão cerca de 18 toneladas. Ele afirma que irá ganhar uma quantia ? que prefere não revelar ? por quilo do alimento desodorizado.

O médico mantém um galpão, no qual construiu um túnel fechado, de 3 m de largura por 5 de comprimento, em que cinco maquinas inventadas por ele fazem o trabalho. Não há contato manual com o alho, que durante o processo de eliminação do cheiro, fica 24 horas sob a ação de ondas eletromagnéticas.

Para não deixar as consultas de lado, o médico mantém uma pessoa operando as máquinas. Philippi não revela a ninguém como elas funcionam. ?É o meu segredo industrial.? Ele diz, no entanto, que não utiliza produtos químicos nem altera as propriedades do condimento.

O médico já montou uma empresa, a Alho Europa, em Balneário Camboriú. Seu sócio, o empresário português José Alberto Fonseca, estuda realizar a distribuição do alho sem cheiro na Espanha, um dos maiores consumidores mundiais do produto. Lá cada habitante consome, em média, 3,5 kg por ano ? mais de três vezes o número do Brasil.
?O alho existe a mais de 5.000 anos e ninguém conseguiu tirar o cheiro do ?in natura?. Fico feliz por conseguir esse resultado?, afirma Philippi.

A estimativa inicial é que apenas algumas lojas do hipermercado Carrefour possuam o Alho Free, mas já há uma negociação com outras redes de supermercados.

Fonte: Jornal Folha Dinheiro

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