Sala de NotíciasProcesso inédito agrega valor ao alho nacional

Processo inédito agrega valor ao alho nacional

Processo inédito agrega valor ao alho nacional

Processo inédito agrega valor ao alho nacional

Depois de 12 anos de pesquisas e dois testes, hortaliça catarinense abandona o mau cheiro sem perder as características de uma das principais culturas do mundo.

Posicionado como a quarta cultura nacional em importância econômica entre as hortaliças, o alho ganhou um atrativo que agrega ainda mais valor ao produto. Depois de 5 mil anos de história,o condimento mais versátil da culinária Mundial já pode ser lembrado apenas pelo seu aroma e sabor peculiar,mas não pelo mau cheiro que insistia em permanecer nas mãos e no hálito até o dia seguinte á ingestão.Agora,basta tomar um gole de água e enxaguar as mãos que as lembranças do condimento escorregam imediatamente pelo ralo.
A evolução é fruto de uma tecnologia inédita desenvolvida ao longo de 12 anos pelo médico cardiologista de Curitibanos (SC) Edison de Cezar Philippi,que faleceu em outubro de 2005 logo após o lançamento do produto.Trata-se de um processo de desodorização que expõe o alho a ondas eletromagnéticas,garantindo após 48 horas de tratamento que o bulbo mantenha suas características originais,mas expulse do organismo após a ingestão os componentes que eram responsáveis pelo mau cheiro.
O ingresso no mercado do Alhofree,produto que já está em 450 pontos de venda das principais redes de supermercados o país,promete fortalecer o setor o setor,que sofre com ações climáticas e com o ingresso do bulbo oriundo da Ásia.
De agosto a novembro o bulbo vem do Centro-Oeste do país.Santa Catarina possui hoje cerca de 2,5 mil hectares de plantação,com produção anual média de 20 mil toneladas. O consumo nacional da hortaliça atinge 200 mil toneladas por ano,ou seja, um quilo per capita.A Alhofree reforça que utiliza apenas o alho tipo mais nobre,que é caracterizado por possuir cabeça redonda com bulbos uniformes com uma tínica branca e película de cor rósea ou roxa.Os bulbilhos são grandes com uma película rósea escura.

PRODUTO INOVADOR TEM ATESTADO DO IPTB

O Alhofree foi atestado pelo instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade Regional de Blumenau (IPTB/Furb),numa parceria com a Fundação Fritz Muller. No entanto ,não é necessário registro no Ministério da Saúde ou da Agricultura por se tratar de um processo físico.Responsável pelo laudo,a PHD em Ciência e Tecnologia de Alimentos Mercedes Gabriela R.Reiter conta que foram praticamente dois anos de teste,envolvendo cerca de 400 voluntários.
A principal fase,explica Mercedes,foi desenvolvida no laboratório e contou com o auxílio de 100 pessoas que experimentaram o produto misturado de várias formas. A segunda fase teve a participação de outros 300 voluntários de Blumenau,Brusque,Curitiba,Florianópolis,Pomerode e São Paulo.Nesta etapa,os colaboradores levaram o alho in natura para casa e o prepararam de várias maneiras.??Os resultados foram fantásticos??,afirma Mercedes,ressaltando que não existe no mundo processo similar.??Há registros de processos químicos ,os quais alteram as características do alho??,compara.De acordo com Mercedes.o Alhofree também passou pela análise histológica,através da qual se comprovou que não ocorrem modificações na estrutura do bulbo.Esta fase foi desenvolvida pela professora Karen E.Quadros,do Centro de Ciências Naturais da Furb.

CONDIMENTO DESODORIZADO CRESCE NO MERCADO NACIONAL

O Alhofree fecha 2008 com produção próxima a 25 toneladas por mês. O desempenho conquistado em pouco mais de um ano já reservou ao produto genuinamente catarinense lugar de destaque nas prateleiras das principais redes de supermercados do Brasil,como Grupo Pão de Açúcar,Wal-Mart,Zaffari,Angeloni,etc.De acordo com Rafael Nuhrich,a meta para 2009 é crescer no mercado institucional,além de avançar com o alho livre de mau cheiro para Rio de Janeiro,Triangulo Mineiro,Belo Horizonte,parte do Nordeste e interior de São Paulo.
?? Estamos nos três estados do Sul e parte do Sudeste,mas já há demanda em outras regiões do país??,revela o empresário que prefere não falar em expectativas de crescimento com os novos mercados,mas admite que o aumento da procura deve aproximar o preço do Alhofree aos dos convencionais.Hoje,o alho desodorizado através de um processo físico inédito custa,em média,40% mais,mas a previsão é reduzir a alta para apenas 20%. Atualmente ele é comercializado in natura,triturado,e em outros temperos a base de alho.
Além das parcerias existentes,a Alhofree busca novas parcerias em 2009.Segundo Nuhrich,o condimento desodorizado pode ser adicionado a outros produtos que tenham alho em sua composição.O preço final,garante,seria praticamente o mesmo,mas agregaria valor ao produto,garantindo excelente custo-benefício.Para 2010,os planos de parceria vão mais além:??Já temos tratativas na América do sul,Europa e Estados Unidos,mas precisamos de bons parceiros lá para depois exportar??. O processo e a marca Alhofree estão patenteados,com registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial(INPI).

Fonte: Revista Nosso Alho

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